quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Perfume de Lírios


Pés descalços, andando sem rumo 
A areia calejada pela brisa descansa
A lua brilha azul no horizonte
Brisa fria... Lírios, não por fora, não fora

Conchas por todo caminho trilhado
Um som ao fundo indecifrável 
Socorro, ajuda, dor, não sei 
Oceano furioso com sua paz 

Rotineiramente as águas alcançam
Tocam meu pé e fogem, voltam 
O momento do toque, fantástico 
A falta, o Oceano tenta cobrir 

A brisa contínua não deixa esquecer
Meus pés ainda estão molhados 
A água não dá tempo para secar
Mas o Oceano não conhece tempo

Já não sinto o caminhar pela areia
As rochas no fim não alcanço 
Paro, sento, fico assistindo 
A lua beija o Oceano, lágrimas escorrem

As lágrimas espalham-se pelo mar
Deixam um rastro até sua dona 
O Oceano as apara, não as deixa afundar
A brisa as afasta, a maré as trás 

Sentado vejo a dor da lua 
Vejo minha senhorita no oceano 
Como um anjo... talvez 
Vejo o Oceano a segurando

Enxergo a dor do Oceano
Calmo para todos 
Apoio para a lua 
Lar de minha dama

Extinguiu-se toda vitalidade de nós 
O sofrimento aumenta no luar
A lua mostra seu brilho 
Minha senhorita confunde-se com as lágrimas

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